Pra casar

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Se você não sabe, fiquei noiva mês passado. Mera formalidade já que eu e o Luã moramos juntos desde julho. Coisa de mãe, que disse que ele não ia sair enfiando anel no meu dedo sem dar satisfação pra ela. Tudo bem.

Coisa de mãe também foi a lembrancinha que nós demos pros convidados do noivado. Simples, mas, modéstia à parte, muito fofa!

Minha mãe teve a ideia quando tava passeando numa feira só de coisas artesanais aqui em Goiânia e viu uma barraquinha que vendia brigadeiros – os enroladinhos clássicos e o new black em mini-compotas – de vários sabores e teve o insight. Ela comprou um potinho pra ver o que eu achava e eu me encantei. Minha prima se ofereceu pra fazer os saquinhos de pano, minha mãe ficou com os brigadeiros e eu, a menos prendada, fiz a parte gráfica.

E aí, já posso casar?



Verdadeiro ou falso?

domingo, 31 de março de 2013

Há coisas tão ruins que acontecem na nossa vida que a gente deixa guardadinho lá no fundo pra não lembrar e se magoar ainda mais. Comigo essa mesma coisa aconteceu 2 vezes, em épocas diferentes. Como já disse, preferia deixar essas história enterrada e fingir que nada aconteceu, mas me dei conta que se fizer isso vou deixar de ajudar outras pessoas e isso não é justo. Então vamos lá!

Em 2009 eu morava em Belo Horizonte e meus pais moravam no interior de Minas, numa cidadezinha dessas que todo mundo conhece todo mundo. Tinha 20 anos e uma conta no Orkut recheada de informações sobre a minha vida. Letras de músicas e poemas que gostava, fotos minhas com amigos, de bebedeiras, com a família e em festas que eu frequentava, tudo desbloqueado. Nunca fui exibicionista, aquelas informações estavam ali apenas para compartilhar minha vida feliz com qualquer um (era o que todo mundo fazia, não era?). Tinha mais de 500 "amigos" virtuais que eram todos "reais" pois a única precaução que eu tomava era adicionar só quem eu conhecia pessoalmente (pessoas que eu tinha visto uma vez na vida por 5 minutos podiam ser adicionadas porque né?, gente nunca sabe o dia de amanhã).

Eis que um dia eu abro o Orkut e aparecem várias mensagens de amigos me alertando sobre um perfil falso com o meu nome e uma foto minha embelezada com orelhas e focinho de porco. No álbum desse mesmo perfil haviam outras fotos como mesmo tipo de "arte", imagens da Miss Piggy dos Muppets e fotos de mulheres obesas de biquíni. Tudo tão excessivamente ofensivo que nem dava pra entender de onde o sujeito tirara tamanha criatividade.

Com o choque, a primeira que acusei foi a ex-namorada do meu então namorado. Sabia que eu não era a pessoa que ela mais gostava no mundo, mas não entendia porquê ela tinha se dado ao trabalho de conseguir fotos minhas e perder tempo fazendo uma palhaçada daquelas. Também notei que o responsável pela "brincadeira" adicionou como amigos apenas pessoas (adicionadas por mim no perfil verdadeiro ou não) da tal cidade que meus pais moravam. Foi quando me dei conta da coisa toda! Não foi a menina a criminosa, mas três dos melhores amigos do meu ex. Fico pensando o que fazem os inimigos se os "amigos" fazem uma coisa dessas... Esses meninos também eram amigos da minha família e frequentavam a casa dos meus primos, tios, e avó.

Cheguei a ir na delegacia no dia seguinte, mas se hoje em dia crimes virtuais são muito mais complicados que os reais, imagine isso bem antes do caso da Carolina Dieckmann. O policial alegou que precisava do perfil falso impresso antes que ele saísse do ar para dar início à investigação, mas como vários amigos viram o absurdo todo e denunciaram, em 24 horas ele já estava fora do ar. Além disso, acho que os próprios "gênios", alertados pelo meu ex-namorado, excluíram o perfil para evitar maiores problemas (diga-se de passagem, um deles estudava Direito. Uma ~maravilha~ de profissional, suponho eu.).

Já em 2012 eu estava em Dublin, quase no fim do intercâmbio. Usava o Facebook ao invés do Orkut para manter contato com os amigos. Continuei adicionando apenas as pessoas que eu conhecia, mas no mesmo esquema de antes, sem muito rigor. Eu não sou era a favor de ficar bloqueando as redes sociais, muito pelo contrário, acho que se todo mundo usasse conscientemente poderia surgir de lá um número ainda maior de  amizades verdadeiras e grandes amores.

De novo comecei a receber mensagens avisando sobre um perfil com a minha foto, mas com outro nome, que estava adicionando meus amigos (dessa vez eram os de BH, grande parte colegas e professores da faculdade). No Facebook a minha conta também não era bloqueada, mas eu filtrava as informações compartilhadas. Mais uma vez tive os meus palpites de quem poderia ter feito aquilo, mas não me incomodou tanto porque não foi nada tão ofensivo – se é que alguém roubar a sua identidade pode ser classificado como "não ofensivo". Criaram um álbum com fotos minhas, pegas no meu perfil, e de pessoas que eu desconheço. O que me irritou foram os erros de português nas postagens e as páginas curtidas, mas tudo muito infantil. O perfil também foi tirado do ar em torno de 24 horas depois das várias denúncias de amigos (Obrigada pessoal!).
Hoje, depois de tanto tempo, sei que foi bobeira me magoar por atitudes de pessoas tão pequenas como essas. Inevitável, mas bobeira. É claro que ser exposta dessa forma deixa a gente triste, constrangido. É muito ruim imaginar que outras pessoas estão atrás de uma tela cheias de coragem pra nos fazer de alvo e pessoalmente não conseguem nos olhar nos olhos. Isso é covardia, é atacar sem a mínima possibilidade de defesa. E é pior ainda perceber que o mundo tá cheio de gente assim, esperando qualquer motivo – ou motivo nenhum – pra diminuir, humilhar o outro e feito isso não importa quantas pessoas viram ou souberam do fato, o sentimento de impotência é o mesmo.

Se quer saber a verdade, minhas poucas fotos no Instagram e no Facebook, as raras frases que tweeto e falsos perfis não são nada – nada mesmo! – se comparados ao risco que corro no blog. Aqui sim me jogo de cabeça, estou totalmente nua. Nunca fui muito boa no cara-a-cara, nunca confiei no poder da minha oratória. Eu travo, abaixo a cabeça, embaralho as palavras... Mas com papel e caneta nas mãos – ou teclado sob os dedos – eu me deixo levar. Escrevo, reescrevo, apago tudo e começo de novo. Não sei separar o que eu deveria ou não contar, simplesmente digito e me permito. Nessa ordem, na mesma proporção.

A cada nova postagem por aqui sinto meu estômago dando voltas e isso sim é entrega. Isso sim é exposição, é amadurecer. O resto: vergonha, constrangimento e até a possível humilhação que os outros tentam tentado me fazer passar ficam cada vez menores. Acho que a única pessoa capaz de nos expôr sem deixar brecha somos nós mesmos, o resto o tempo apaga.

Esse texto é só pra lembrar à todos – sobretudo a mim – que sempre vai ter alguém querendo puxar o nosso tapete, nos colocar pra baixo e dizer que não somos capazes. Às vezes é a realidade atirada na nossa cara sem um pingo de sensibilidade, mas na maioria das vezes é só alguém com muito medo de reparar – em todos os sentidos da palavra – os próprios defeitos. Palavras assim costumam vir de quem realmente nunca consegue, dificilmente chega lá e quer espalhar isso pelo mundo.

Eu não. Eu consigo, mesmo que seja difícil, mesmo que seja sofrido e mesmo que demore. E tenho certeza que você também!



"Quem te disse que era hora de partir? "

segunda-feira, 18 de março de 2013

(Escrito em 18/03/2012, dentro do avião na minha viagem de volta para o Brasil).



Há 1 ano – exatamente 1 ano amanhã –, quando embarquei do Rio para Dublin, eu estava certa do que passaria pela minha cabeça ou de como me sentiria quando tivesse que fazer a viagem no sentido contrário. Sabia o que esperar e o que não esperar na volta, certezas que há algum tempo já não me pertencem. Por isso estou aqui, sentada numa poltrona de avião sem a menor ideia do que pensar sobre o meu destino final de hoje. E pra ser bem sincera, nem tô muito preocupada em pensar sobre isso agora. 

Sonhei tanto com essa viagem de volta! Sonhei que esquecia coisas importantes no meu apartamento – que jamais voltará a ser meu –, que perdia o vôo – essa é clássica –, e por várias vezes sonhei com a minha reação diante da mudança drástica de temperatura. Também sonhei acordada como seria rever minha família, ir numa livraria com livros em português, e – veja você! –  sentir o sol queimando a minha pele.

Mas se o Brasil é o meu lar, porque sinto como se eu tivesse fazendo uma daquelas viagens de feriado prolongado? Por que tenho a sensação que logo, logo estarei voltando pra minha ilha. Por que tenho a leve impressão de que não vou me sentir tão à vontade pra conversar com os meus amigos como antes e que minha vida jamais será a mesma? Por que acho que esse tempo todo que estive em solo europeu não perdi coisas no Brasil e sim que vivi os melhores momentos da minha vida? Por que os meus olhos ficam cheios d'água – e acredite, tá realmente difícil  segurar aqui – cada vez que penso nas conversas bobas todas as noites com os meus flatmates? Do tempo em que nos divertíamos como crianças simplesmente sentados, todos juntos, na sala. E por que, ainda sim, sei que eu fiz a coisa certa?!

Quando me perguntam se o intercâmbio valeu a pena, encho a boca pra falar do quanto eu amadureci. Mas hoje, enquanto caminhava em direção ao embarque aos prantos, percebi que apesar da força que esses 12 meses me trouxeram ainda é difícil dizer adeus. Não importa se é pra deixar ou ser deixada, escolher trilhar um novo caminho traz uma ansiedade angustiante que me consome. 

Alguns Reais e um oceano me separam fisicamente de Dublin, mas o que eu vivi e aprendi ali foi o suficiente para agora eu ter um pedacinho dela e ela, um pedaço de mim. Pra sempre.

Boa Hora by Fino Coletivo on Grooveshark



Meu caderno GTD

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tudo começou quando a Fran do Morando Sozinha, leu no Vida Organizada sobre o método GTD e resolveu se organizar antes que o novo ano começasse. Ela fez um vídeo sobre o seu cardeninho de organização (aqui) e de repente centenas de meninas começaram a pipocar com novas ideias sobre o tal caderno. Com isso a Thais, do Vida Organizada, triplicou o número de posts sobre o GTD.

Não sabe o que é GTD? 
GTD vem do inglês e significa Getting Things Done. É uma método de gerenciamento de ações criado pelo americano David Allen. Em bom português: é uma forma de "aliviar o disco rígido que é nosso cérebro" com o hábito de organizar as idéias no papel. Desta forma fica mais fácil focar nos deveres, projetos, além, é claro, de tornar sua vida organizada.

Eu, que sempre me irrito com a desorganização da minha mãe, resolvi customizar um caderninho e dar de presente de Natal pra ela. Sabia que se apenas falasse sobre o projeto ela não teria paciência de ler sobre a metodologia e ter inciativa própria.

Minha mãe é do tipo de pessoa que não tem tempo pra "essas frescuras" e usa agendas como cadernos (ela escreve nas folhas seguidas, nunca na data certa), por isso ela chega a usar uma mesma agenda por mais de 4 anos. Ela também mantém um caderno dentro da bolsa, o que seria ótimo se ela não anotasse tudo lá (coisas importantes e não importantes). O mesmo caderno a acompanha há anos e o espiral, que era pintado, já tá todo descascado. Com essa forma de "organização" fica difícil encontrar telefones, endereços, senhas e outras coisas importantes que ela escreve nele.


Esse aí é o caderno que eu montei pra ela. 

O que deu errado:
• é mais difícil  do que se pensa planejar a organização de alguém porque nem sempre as suas prioridades são as mesmas do outro. Mesmo sabendo disso quis fazer o caderno. Quem sabe, depois dessa, ela abraça a ideia?
• como eu tava fazendo um presente, fiquei tão desesperada pra sair tudo perfeito que acabei errando em muitas coisas (por exemplo, borrei várias letras quando fui contorná-las).
• usei cola ao invés de fita dupla-face e me arrependi amargamente por isso. A cola de bastão desbotou algumas folhas e a cola branca enrugou as páginas.
• comprei o caderno mais barato da papelaria achando que o que encarecia o caderno eram aquelas capas fofinhas e como a intenção era encapá-lo, economizei. O que eu não sabia é que não é a capa que encarece o caderno, mas a qualidade das folhas.

O que deu certo:
• coloquei um texto explicando o método nas primeiras páginas. Sem ele ficaria complicado entender a intenção do caderno já que minha mãe não conhecia o GTD.
• encapei com tecido e achei que deu um efeito bonito.
• fiz um marcador de páginas.
• coloquei um elástico pra prender uma capa a outra. Isso é bastante útil, principalmente pra quem carrega o caderno pra todo lado (e é essa a ideia) porque ele não abre dentro da bolsa/mochila e amassa as folhas.
• optei pelo caderno brochura, o espiral é difícil de encapar.
• coloquei fotos na contracapa. Deixou o caderno ainda mais original.
• tinha praticamente todo o material em casa.

Daí que eu, diferente da minha mãe, tô sempre com bloquinho, caderno e agenda por perto. Se ela peca por anotar muitas coisas no mesmo lugar, sem separar por assuntos, eu peco por anotar tudo em lugares separados, com tópicos demais. Acabo tenho que carregar toooda papelada quando tenho que resolver alguma coisa.

O Luã me deu uma agenda de Natal que eu mesma escolhi. É daquelas sem data e demorou mais de 2 meses pra chegar porque comprei no Ebay (clique aqui pra ver a agenda). O problema é que quando chegou eu achei tão linda, tão fofa, que não tive coragem de usar! Conclusão: fiquei até o final de janeiro totalmente desorganizada (apenas com o caderninho que não sai da minha bolsa). Foi quando resolvi fazer um caderno GTD pra mim também.

   
Fiz uma bagunça danada, mas achei que valeu a pena.



Dessa vez comprei um caderno de melhor qualidade, espiral, com 200 folhas.

A parte chata foi tirar o espirar pra encampar direitinho. É claro que não ficou legal, o caderno não abre mais 360°, ficou com o arame torto e meus dedos doeram quando tive que recolocar o espiral porque foi difícil fazer o arame passar pelo tecido. Mas eu preferi assim porque a capa era horrorosa (de esportes radicais). Espero que com o tempo e como o uso ele volte ao normal.

A parte boa é que como o caderno era pra mim, não fiquei cheia de dedos pra fazer tudo perfeito (e foi exatamente por isso que não deu nada errado). Além disso, como já tinha a experiência do primeiro, sabia o que funcionava ou não.

Existem alguns livros no mercado falando sobre o método Getting Things Done, mas eu nunca li nenhum. Todas as informações e boa parte das ideias que tive vieram dos blogs que li e pesquisas que fiz na internet. Tenho certeza que não tô aplicando o método como manda o figurino, mas tem sido eficaz pra mim e acho que é isso que importa, não é?

Para outros posts da Thais sobre o GTD, clique aqui.


Resultado do sorteio

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Queria taaaanto ser daquelas blogueiras que conseguem se virar em mil! Trabalhar, comer, viver, amar e postar todos os dias, religiosamente, tudo na mesma vida. Mas ainda não é pra mim... O que não quer dizer que nunca será, viu?

Enquanto isso não acontece, passei rapidinho só pra agradecer muito todo mundo que participou do sorteio. Muito obrigada, gente! Em breve vem mais coisa por aí. ;)

Dessa vez a vencedora foi:




Parabéns, Lê! Logo, logo sua Branca de Neve chega aí ;)



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